Poeta Camilo Martins


11/05/2012


Não creio

 

Esfrego os olhos, disfarço as lágrimas, pergunto a mim mesmo,

Onde errei, Deus, para que fosse assim ficando ao léu, louco?

E meu sentimento, onde estava, num inferno, andando a esmo?

Maravilhosa ilusão, indescritível visão, só cegueira... É pouco!

 

Quem me dera o poder de me aproximar da boa amiga lua...

Ficaria de lá apenas a observar os teus inevitáveis castigos!

Eu que sempre te declarei com amor: Minha vida é toda tua!

Ah! Como fostes cruel! Eu Imaginei que fôssemos amigos...

 

Íntimos assim, como a árvore e a seiva, o nécta e o beija flor!

Não posso crer que durante toda a vida, apenas me enganaste,

Onde estava teu coração, nunca pesastes minha eterna dor?!

 

Cada vez que me recordo, é um pedaço de mim que se vai...

Não sou hoje, mais que uma triste flor que tu despetalaste!

Sim, minha mágoa segue para o espaço infinito e nunca cai.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.05.2012

18:13 [Noite]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 10h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

27/04/2012


Atenas

 

 

Foi se, o vigor da minha juventude, em plena primavera,

Passou veloz feito estrela cadente, em noite enluarada!

Embebedei me em fantasias loucas e em vão eu quisera,

Beber o calix da vaidade, da felicidade, na madrugada...

 

Ah! O destino sorriu de mim, zombou de minha decepção,

Calou, no fundo de minha alma, o desejo que me consumia!

E a verdade, logo engoli, seco, perdi em segundos o chão.

Jamais senti tanto pavor! Pés, mãos, o corpo todo tremia!

 

Deus, clamei em alta voz, tirai-me deste pesadelo infernal!

Por que, se me deste a vida, deixai-a ir sem que eu a viva?

Oh, não! No auge de minha florada... Vida sem rumo, banal.

 

Elevo os pensamentos em alucinações profundas... Soltas!

Profecia?! Quero que você, neste mundo, para nada sirva!?

Sempre, desgraças vêm a galope e alegrias em conta gotas.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.04.2012

17:16 [Tarde]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Málaga 

 

Eu juro, pelos teus olhos lindíssimos,

Duas verdes esmeraldas ao por do sol,

Que mesmo que te amasse, puríssimos

Sentimentos meus, jamais, meu girassol!

 

Nunca te daria uma estrela que fosse,

Do meu infinito céu de amor e solidão!

Assim quando tu acordasses, meu doce,

Serias a própria órion na amplidão...

 

Ao sul de Málaga, há um oceano azul...

Ali está um tesouro, é onde está escondido

Nosso mais íntimo segredo não confundido!

 

Foi lá, num dia de amor... Feliz e tão taful...

Que me perdi loucamente em ti! Indescritível!

Ah, Málaga! Sensação para a mente inacessível.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.04.2012

21:18 [Noite]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 09h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/04/2012


Mistery


                                       

                                                     Ao amigo Aquino Tomaz

 

 

Pergunto a mim mesmo, louco, em alucinação,

De que universo surgiste, lindo e doce encanto?

Tiraste do teu mundo o prazer desta fascinação?

Inrrompeu-me cascata de lágrimas no meu canto.

 

Viva o planeta que te enviou! Deusa da beleza...

Salve, salve, santo buraco negro, que adentrastes!

Se minha alma não abraçasse a tua, que tristeza!

Mas o maior amor se revela, eu sei, nos contrastes.

 

Eternizarei teus belíssimos e perfeitos traços, amor,

Nos magistrais fractais Aquinianos! Onde o irreal,

Toma vida nas sensitivas mãos do artista e o clamor

 

Que se ouve desde a constelação de órion, em côro...

Em uníssono! Fica, me envolve como aurora boreal!

Enxuga minha lágrima, pára pra sempre meu choro.

 

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.04.2012

20:35 [Noite]

Estilo: Soneto

 

 

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

05/04/2012


Sofri

 

Eu sempre respeitei teu pranto,

Sofri.

Eu mesmo colhi em taças de ouro,

Sofrendo,

Tuas lágrimas de desencanto.

Sofridas

Foram as lutas, para ter o louro!

Sofrimento

Eu vi em todas as tuas investidas.

Sofres,

Como bravo touro na arena e na dor...

Sofri,

Intenso, contigo, em agonia, meu amor.

Sofrendo,

Vi no teu peito mágoa, lavei tuas feridas.

Sofridas,

Foram as visões que me atormentaram!

Sofrimento

Maior de minhas paixões adormecidas...

Sofres,

Pois nossos destinos aqui se abraçaram!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.04.2012

07:38 [Manhã]

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 08h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/04/2012


Antes de amanhã

 

Eu já chorei demais! Pobres olhos de agonia!

Já formaram até arco íris nas pupilas d’água!

Ah! Manso riacho, ouço aquela brisa que caía,

E o pranto, a interromper... No peito a mágoa...

 

Oh! Feliz foi mesmo o dia, antes de amanhã...

Os olhos embasados pela lágrima e eu só via,

Pela rota fresta do empalidecido coração e vã

Foi minha certeza de que eu ainda te merecia!

 

A fonte secou e não chorarei! Já chorei demais,

O sofrimento, a dor... E minha visão se renova,

Preciso viver o dia antes de amanhã e jamais

 

Deixarei que o oceano me afogue na lua nova!

Feliz dia antes de amanhã! Luz da minha vida...

Louvado seja o bem viver! Sem adeus na partida.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.04.2012

20:47  [Noite]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/03/2012


God

 

Fui por toda vida sua canção mais que preferida,

Serei pra sempre seu fantasma amado e odiado!

Que a encontrou distante, diante do sol, ferida...

Deu-lhe fôlego, osso seco, sem vida, fui aliado!

 

Ah! Quantas vezes nos amamos à luz das estrelas,

Mas sempre me dizias: Olha, uma estrela cadente!

Um pensar sem nexo, vontades... Quis combate las,

Em vão, eu vi sua alma se afastar, em fogo ardente!

 

Olhei, Deus, como em visão de puro néctar de amor,

Dissolver se e entrar na atmosfera infinita, ao calor!

Fechei o peito às paixões e prometi nunca mais amar,

 

Para não sofrer a dor que hoje me dilacera o coração.

E na imensidão dos meus dias infernais, apenas a olhar,

Vejo como em espelho, tudo outra vez... Num clarão!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.03.2012

18:37 [Noite]

[Estilo: Soneto]

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 18h55
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

09/03/2012


O sabiá

                                     À Dinancy Pires

 

 

Frágil sabiá que no galho pende,

Dias de inverno e o frio forte...

Os fracos pés que firme prende,

Um débil corpo que teme a morte.

 

Que cena marcante, Deus do céu!

Pombinhas voam aos magotes...

Enquanto abelhas fazem seu mel,

O lindo sabiá protege os filhotes.

 

Sou tal qual esse sabiá, cansado,

Nas asas conto o tempo já voado...

No peito as histórias do passado!

 

Meu coração de amores povoado...

E ainda canta o sabiá, feliz da vida!

Felicidade é ter a mágoa esquecida.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.03.2012

06:41 (Manhã)

Escrito por Poeta Camilo Martins às 07h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

04/03/2012


Quindim

 

Ai quem me dera... Mergulhar em ti para me ver!

Te enganar pra tentar convencer mesmo a mim,

Que tu não és todo aquele amor que eu queria ter!

Mas quero tanto... Canto todo dia! Meu quindim...

 

Fervilhar sereno de terrível vulcão adormecido!

Que das entranhas da terra, no magma fervente...

Derrete se por teu amor... Feito Eros, imerecido!

Mas dou te toda a minha vida e o coração valente.

 

Ah! Meu quindim... Noites enluaradas no terreiro!

Nós a olhar estrelas! Cadentes, brilhantes, eternas!

E ao longe, no lago azul, a vela do velho veleiro...

 

A nos assombrar! Fantasmas e correntes nas pernas!

Chorávamos de tanto rir! Ah! Meu quindim! Que dor.

Do tempo, da felicidade... Da perda do teu doce amor.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.03.2012

18:28

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 18h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/02/2012


Não digo

 

Eu imaginei que um dia, tudo fosse bem diferente...

Iria eu chegar sorrateiro, e teus braços estariam ali,

A me esperar, me amparar! Tudo estava em mente.

Aquela louca imaginação me deixava em frenesi...

 

Quantas vezes eu fosse, sempre acabava voltando...

Havia uma força dentro de mim, maior que eu mesmo,

Por mais que eu morresse, terminava ressuscitando!

E... Ficava como um zumbi, por aí, andando a esmo...

 

Frívolas palavras, ouvi de teus próprios lábios doces!

Como se já não bastasse minha fria e inerte loucura...

Ah! Se não existisses e apenas uma miragem fosses!

 

Estou certo, não sofreria assim, hoje, tanta amargura...

Beduíno de saarístico deserto, vou solitário outra vez!

Não digo: Não volto... Mas vou curtir um pouco a viuvez.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.02.2012

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

10/02/2012


Tears

 

Eu mal vejo o tempo passar, minha alma sempre em prantos!

Agonia de expiar a dor que sempre sinto em todos os cantos.

Com um espírito vil e conturbado, na visão calma e angelical...

Fico aqui a meditar no pouco tempo que me resta! Eis o mal.

 

Por que, Deus, há de ser assim a vida tão veloz e passageira?

Ah! Se eu pudesse voar e vagar pelo espaço sideral sem fim,

De planeta em planeta, feito beija flor, na flor de laranjeira...

Extirparia essa tristeza que existe há tempos dentro de mim.

 

Ou cavaria uma infinda lágrima, muito pior, que me abate...

Como um pequeno príncipe louco, não fugiria do combate!

E se me ocorresse encontrar um deserto melhor que o meu,

 

Sem dúvida, seria o lugar ideal para com a espada em riste,

Louvar, como fez o filho de Apolo e da musa Calíope, Orfeu!

Mesmo que depois perdesse Eurídice...E morresse tão triste.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.02.2012

Escrito por Poeta Camilo Martins às 07h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Everest

 

Monte do terror, desafio dos tolos de ideais nefastos,

Katmandu, cidade nepalesa, diz se mãe do universo!

Atraindo a muitos para os teus precipícios vastos...

Que em tempestades traiçoeiras ficam ali submerso!

 

Hipotermia, grito de dor, desilusão de uma vida inteira,

Quantos projetos jogados fora, e a mente vaga insana...

Oxigênio, socorro! Ninguém acode na hora derradeira!

Avisos, mortos ao redor! O monte, a ninguém engana...

 

Deus! Porque insistimos tanto no que é assim, diferente?

O que leva um ser humano a querer o mal, tendo o bem?

E um eco, lá na geleira, repercute em mais um acidente!

 

É mais do que um mistério o que na mente o homem tem.

Deixar o conforto do seu lar, o amor da família e mais...

Para subir... Ao encontro da morte e não retornar jamais!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.02.2012

Escrito por Poeta Camilo Martins às 07h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

31/01/2012


A última estrela

 

Era ainda madrugadinha e o sol estava por nascer...

Em amargura de alma saí a caminhar sem rumo.

Não queria olhar o céu, tinha medo do alvorecer!

Quanta dor de espírito e em angustia me consumo.

 

Neguei a mim mesmo toda dor, fui covarde, louco!

Bebi ali néctas de flores, sem mesmo a luz da lua...

Nada dizia, emudeci... E não ouvia, fiquei mouco.

Apenas em visão eu via ao longe... Tu estavas nua.

 

Havia sobre ti um languido raio de luz, e, quis tê-la...

Pois para mim, que em solidão desfalecia na saudade,

Eras mais do que mesmo pude ser desde tenra idade!

 

Do céu, naquele amanhecer, tu eras a última estrela!

Única que fazia sentido no meu perturbador sonho,

Declaro-te, nestes versos, que com amor componho.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 31.01.2012

Escrito por Poeta Camilo Martins às 10h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

22/01/2012


Spolium

 

Assim, em estrada tão tortuosa, como a minha própria vida,

Deparei-me com os olhos de Melissa... Nunca os havia visto

Fora de sua redoma iluminada... Cristais de um brilho intenso!

Na manjedoura de ouro que forma sua bela face por inteira...

 

Parei, pasmo, e ela nem reclamou a minha mão, ali, atrevida,

A segurar lhe o rosto em riste... Entre um meio sorriso misto...

E uma lágrima que rolava, pelo meu amor ingênuo e intenso!

Ah, Deus! Quanta saudade daquela inexorável cena derradeira...

 

Pude sentir no profundo da alma a traição do tempo e do espaço!

Reparando depois ao longe a sua silueta a desaparecer no infinito,

E eu a lamentar, choroso, o não aproveitar o amor que ela me deu...

 

Como fui tolo ao dispensar, seu carinho, seu beijo e o seu abraço!

Mesmo, muitas vezes, ouvi, distante, seus apelos de amor, em grito,

Como louco desdenhei... Até que um dia, aquele grande amor, morreu.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.01.2012   

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 11h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/01/2012


Jesus

 

Ele nunca foi coitadinho num berço de palha!

Nasceu poderoso, conforme previu a profecia.

O planeta inteiro tremeu e temeu, Ele só ouvia...

Não cresceu como criança comum, foi sem falha!

 

Veio com os dias contados! Mas não morreria bebê,

Tinha sim uma missão e planos já bem preparados,

Antes da fundação do mundo, mãos e pés furados!

Ele morreu mesmo, muito antes de na terra nascer.

 

Nem você, nem eu entendemos, pois é um mistério!

Pensamos como homens, mas Ele sempre foi Deus!

Meus caminhos, diz Ele, não são os caminhos seus.

 

Toda a humanidade deve seguir Seu doce magistério!

Jesus, o Emanuel, o Cristo! Deus na terra, entre nós!

Maravilhoso conselheiro, dos modernos Jós e Jacós.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 18.01.2012

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 11h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]
 

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, ARTUR NOGUEIRA, Centro, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura, Pescaria
MSN -

Histórico