Poeta Camilo Martins


26/11/2015


 

 

 

Imagens


 

Maquiagem perfeita de

Florestas desnudas,

Lagos imperfeitos de

Águas reluzentes,

Ao sol que nada

Alumia ao anoitecer,

Lamentações de uma

Lua refulgente e bela!

 

Quero a tua aréola,

Que me faz santo...

Olho a imagem dela,

Na lucidez do álcool!

Quem sabe estrelas

Ao nascer dos sois,

De todas as nossas

Derradeiras lágrimas!

 

Choro logo ao te ver,

Obscuras memórias,

E o frio que me assola,

É o mesmo que consola!

E os asteroides debiloides,

Seguem desorbitados!

Fico a sorrir ao te perder,

Loucuras que não percebo!

 

Imagens que me apedrejam,

Lamentos da memória...

Palavrões que povoam

As mentes mentirosas!

Nuvens que vão passando,

Mas não levam tua desventura!

Contra mão de muitas vias,

Corações que não se amam.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.07.2015

21h39min [Noite]

Estilo: Versos livres em oitavas

 

 

 

 

 

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 17h56
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enailE


 

Depois de muitos anos sem te ver...

De repente, estavas em minha frente!

O teu olhar era o mesmo e descrever

O teu sorriso... Estava bem diferente.

 

Olhei-te por horas... Senti tua agonia...

A felicidade passou léguas de distancia!

Pensei em tempos passados com ironia,

Quando me olhavas com tua arrogância.

 

Eu apenas quis um abraço mesmo assim,

Suavizar tua dor, toda a amargura da alma...

Por vezes pensei no teu sofrimento, pra mim,

 

Era como se fosse o meu coração sem calma!

Pobre sentimento envelhecido... Doce amor!

Linda vida... Sobrevivendo sem o meu calor.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.10.2015

22h09min [Noite]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 17h53
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Desejun...


 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Mesmo sem rumo...

Sem forma...

Vazio!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Sem nenhuma cor...

Sem sabor...

Sem nada!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Sem ilusão de ser outra coisa...

Vento...

Lento!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Sem intenção de ser veloz...

Ventania...

Redemoinho!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Sem querer ser um tufão...

Tempestade...

Furacão!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Em colisão com a solidão...

Desértica areia...

Ondas do mar!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

Passar por teu corpo...

Tanta provocação...

Arrepios!

 

Hoje, eu queria ser apenas o vento!

E em mim mesmo...

Me tornado...

Cosmo!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.11.2015

20h00min [Noite]

Estilo: Livre

 

 

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 17h46
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E se foi...

 

                                             Ao amigo Tobias Pinheiro Filho



 

Em momento único, vejo agora do poeta a pálida face,

Extremo cansaço a lhe sair da pura alma iluminada...

Não mais preocupado com o que o destino lhe trace!

Quis fazer-lhe um poema, ele disse: Basta! Mais nada...

 

Poeta amado, amado poeta! Dias felizes lá no Brejo!

Descreveu o seu rio Parnaíba – Também boi cansado...

Cantou e contou de todos os rios – De Janeiro – Do tejo!

Nos momentos de lucidez apenas chora! É boi amansado.

 

Sabe a fronteira que logo vai cruzar, mas é determinado!

O olhar fica perdido no nada, são mistérios os pensamentos!

A voz já fraca, andar de passo a passo, tudo bem calculado...

 

Espia tudo... Como se a expiar da vida todos os momentos!

Todo poeta sabe a estrada que percorreu desde menino...

Conhece bem a batida do nascer e do morrer que faz o sino.

 

Poeta Camilo Martins

Hoje, 23.11.2015

20h14min [Noite]

Estilo: Soneto

 

Escrito por Poeta Camilo Martins às 17h31
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