Poeta Camilo Martins


16/03/2017


Antes...

 

Tive que abrir uma janela no meu coração,

Antes que eu enlouqueça...

Olhando para fora é tudo flores, mil amores!

 

Quando a fecho é brilho e manhã que se desfaz,

E eu chorando a cicatriz do nosso amor...

Antes que eu enlouqueça!

 

Fazes-me mal, não quero ver-te e nem perder-te!

Antes que eu enlouqueça...

Já perdi a minha paz só em pensar em querer-te.

 

Como pode, falso brilho em olhos tão brilhantes?

Ai, essa teimosa lua dos amantes, brilha...

Antes que eu enlouqueça!

 

Lágrimas do passado em grossas e ácidas gotas,

Antes que eu enlouqueça...

Vão caindo, destruindo e não regando o amor!

 

Quanta dor e solidão, meu bem... Sentimentos,

Numa profunda e angustiosa espera...

Antes que eu enlouqueça!

 

Mas te amarei sempre, até o meu último suspiro!

Antes que eu enlouqueça...

A dor é companheira e a morte será a libertação.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.02.2017

13h14min [Tarde]

Estilo: Livre

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h30
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Declamei teu coração...

 

                                       

Eu sei, amor, do fundo do meu calabouço de solidão,

Eu vi que as minhas poucas feridas são mais fortes

Do que as muitas cicatrizes da alma e do teu coração.

Eu as tenho por puro amor e não jogando por sortes...

 

Fico aqui sem uma viva alma ao meu redor, brigando

Com meus fantasmas e respirando tua imagem viva,

A cada momento te chamo em pensamento, vagando

Em nostalgia e ébrio de um amor que só se esquiva...

 

Declamo para mim mesmo o teu coração, estranho,

Durmo e novamente... Pensando em ti me apanho!

Não temo o surto psicótico e nem a minha loucura...

 

O que temo é o remédio... Que nem assim me cura!

Já reparei as rugas no meu rosto, de puro sofrimento,

E sigo teu coração declamando até o último momento.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, Hoje, 27.05.2016

10h40min [Manhã]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h24
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Verdade


 

Eras, em outros tempos, a flor mais cheirosa,

Estavas lá, sempre linda, no meu belo jardim!

À luz da lua e das estrelas eu via teus olhos...

Castanhos, a amenizar minha vida de abrolhos!

 

Meu chão desapareceu quando a mim dissestes,

Eu não sou o teu amor... Sou apenas tua amiga!

Se por séculos eu te fiz poesia, fiz pra ti cantiga...

Em que momento da vida esse amor desfizestes?!

 

Tu que chegaste a declarar amor pra mim, eterno...

Não importava a circunstancia da vida, a estação,

Fosse no verão, outono, primavera ou no inverno!

 

Deixastes triste todo o meu ser, alma e coração,

Nunca mais quis de ti saber e não mais quererei...

Assim em santa paz, quem sabe então eu morrerei!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.02.2017

18h32min [Noite]

Estilo: Soneto

Escrito por Poeta Camilo Martins às 21h21
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